quinta-feira, 16 de abril de 2009

L'eau (Diptyque) 1968


Clássico, pouquíssimo conhecido no Brasil. Mesmo lidando com notas costumeiramente fortes, como cravo e canela, conseguiu um resultado ótimo, típico de um "L'eau".


Não se trata de um perfume complexo, é basicamente 50% de cravo, 20% de canela, 15% de sândalo e o resto de notas para suavizar, principalmente rosas, muito sutis, mas que ajudam a cortar o "ardido" das notas iniciais.


O resultado é uma saída forte de cravo, que rapidamente suaviza e você consegue sentir a canela e o sandâlo, com algo levemente floral, que faz do perfume algo meio "adstringente", bem límpido, leve, sóbrio, totalmente unissex, e ao mesmo tempo refinado.


Se você gosta de cravo, deve conhecê-lo, é uma utilizaçao bem diferente dessa nota, criando um perfume leve e único.

terça-feira, 7 de abril de 2009


Top nicho dentre os leves

- Vetiver Oriental (Serge Lutens) - (Sap, iris pallida, undergrowth notes, vetiver, gaiac wood, chocolate, musk, amber, mosses, sandalwood, labdanum) – estilo levemente especiado e adocicado – mescla uma vetiver limpo e esse nota sintética de SAP que nada mais é do que o aroma de galho verde quebrado, evoluindo rapidamente para um atalcado leve, com uma nota de chocolate negro “a la” BLV Notte, muito bem balanceado, usual e marcante.


- Kyoto by Comme des Garcons Series 3: Incense - (incense, cypress oil, coffee, teak wood, vetiver, patchouli, amber, everlasting flower, Virginian cedar) – estilo incensado leve – não se perca no incenso, ele é coadjuvante, as notas verdes e madeiras leves, principalmente o cedro e o vetiver dominam a evolução limpa e fresca, com algo levemente floral, simples cheiro de natureza, com um toque de incenso para dar sofisticação, um perfume agradabilíssimo.


- Fou D’Absinthe (L’Artisan) - (absinthe, star anise, dry pine, cistus, angelica flower, blackcurrant buds, clove, ginger, nutmeg, patchouli, pepper, pine needles, fir balsam) – estilo floral especiado – perfume único e simples, porem irresistível, simples pela mescla direta e perceptível do absinto na saída com flores brancas, evoluindo com nota ardidas de cravo e gengibre, porem tudo equilibrado, sem exageros, e um fundo confortável com notas senhoris bem sutis e pinho e patchouli, perfume único na combinação de notas, com um efeito de produzir algo super fácil de usar em qualquer ocasião.


- Kizu ou Signature (Tann Rokka) - (ylang ylang, marine notes, rosewood, cedar, musk) – segue o estilo do Fou D’Absinthe, faço ligação direta entre ambos, porem mudam-se as notas, a saída ozônica vem mesclada as flores, que nesse caso é a rosa e o ylang ylang, algo do Stella porem bem mais suavizado e neutro, já o fundo ao invés de pinho, é dominado pelo cedro, algo também super fácil de usar, mas longe de ser comum.


- Eau du Sud (Annick Goutal) - (Basil, Tangerine, Grapefruit, Sweet Lime, Verbena, Peppermint, Limette, Immortelle, Sandalwood, Vanilla) – estilo citrico-frutal fougére – seguindo a tendencia de outros Goutal, com algo da base de outros como o Hadrien, ele se diferencia dos demais por diminuir em notas verdes de verbena, tendo uma saída mais suculenta (frutada) e mesclar sândalo e baunilha de forma discreta no fundo, dando mais presença e um leve refinamento ao perfume, que cai bem em qualquer ocasião.


- Wall Street (Bond 9) - (Sea Kale, Cucumber, Ozone, Marine Notes, Lavender, Musks, Veviter, Ambergris) – estilo citrico-frutal – se tiver um dinheirinho a mais, pode gastar aqui, para mim uma combinação simples e arrebatadora para amantes dessa combinação de melão doce e pepino, que corta o adocicado, dando equilíbrio, e no fundo com uma mescla de vetiver e âmbar cinza que dão maior consistência a um simples “aquático”, fazendo um perfume jovial, leve, porem marcante e perceptível, algo como um Escape mais jovial e menos verde. O ponto negativo é o altíssimo preço por se tratar de um perfume leve, só quem gosta muito do estilo, como eu, ou ta com dinheiro sobrando, não deixaria de tê-lo


* Fontes das notas - Luckyscent, basenotes e osmoz

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Minha paixão, os leves!


Paixão que no fundo, é compartilhada por grande parte das mulheres, no que sentir nos homens, pensemos, o que elas querem de um homem? simpatia, bom humor, equilibrio e conforto (e "otras cositas más", mas isso é para o post dos orientais rs.).

Não há nada que combine mais com essas características do que um bom aquático, frutal, cítrico ou fougére.

Por outro ponto de vista, agora mais feminino (talvez machista rs.), que mulher gosta de concorrência? Mesmo no mundo olfativo, elas que querem (e devem) chegar e arrasar, sem precisar ter um concorrente usando um "engasga gato" ao lado.

Dessa forma, mulher quer mesmo é aquele cheirinho confortável ao lado, para sentir de pertinho, numa clássica "fungada no cangote", quer que fique aquele cheirinho leve, na ponta do seu nariz, ou mesmo acordar com o mesmo o seu travesseiro, e isso marca muito mais do que qualquer patchouli resinoso que provavelmente não só grudou no seu travesseiro, como pode tê-lo manchado, e no segundo dia, impregnado e você ja mandou lavar a fronha de tanto espirrar rs.

E na minha humilde opinião, nada é melhor do que o aroma de um Acqua dio Gió (o melhor dos aromas para mim, mesclando notas aquáticas, florais e levemente amadeiradas) ou Leau Dissey Miyake (e seu limãozão rodeado de especiarias).

É claro que essa opinião serve para 80% da minha vida, nos outros 20%, é história para outro post...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Rápidas e rasteiras sobre alguns Serge Lutens

Ambre Sultan – Oriental, com especiarias, um âmbar agressivo, tem uma nota metálica, que depois vai sumindo (ainda bem!), muito aoud e um fundo que lembra a misturas de âmbar e resinas. Extremamente marcante.

Bois de Violette – Feminino floral, violeta e notas verdes, saída muuuito floral, depois suaviza mais, mais confortável que marcante.

Bois Oriental – Apimentado na saída, com um toque oriental, levemente doce, confortável, requintado, depois sai a pimenta e fica uma baunilhinha comportada.

Borneo 1834 – Marcante, saída meio ardida, sintética, café, patchouli, ele seria basicamente o A* Men evoluindo so ate as notas do meio, com o fundo do BLV Notte, aquele chocolate negro não muito chamativo nem muito doce.

Chêne – Esquisito, sintético, cheiro de madeira mofada, mas que esperando alguns segundos verá uma bela mescla de rum com madeira de carvalho, algo anos 80 estilizado.

Chergui – Maravilhoso, oriental, com especiarias leves, notas de tabaco, mel, evoluindo p/ um fundo meio que achocolatado refinado, lembrando algo do Individuel, um doce confortável, afiado e nada enjoativo, um dos melhores que senti com certeza!

Cuir Mauresque – Simplesmente cheiro de massa de modelar e nada mais, sem nenhum exagero, péssimo.

Daim Blond – Uma mescla de damasco doce, íris e fundo com couro que na minha pele ficou extremamente feminino, alguns homens adoram e o acham compartilhável, ele realmente é maravilhoso, porém na pele feminina.

Encens et Lavande – Lavanda, gengibre forte e ervas, lembras aqueles chás p/ gripe da vovó, lembra antigas colônias porem com muito gengibre e algo floral na evolução.

Five O'Clock Au Gingembre – Uma bela combinação leve de chás, laranja, gengibre e mel, tudo sem nenhum excesso, trazendo um perfume totalmente compartilhável e agradável pra qualquer ocasião, sem deixar de ser marcante.

Fumerie Turque – Saída com especiarias fortes, incenso, madeira velha, evoluindo rápida e divinamente p/ um oriental discreto e confortabilíssimo, me lembrando muito o Michael Kors masculino com notas de tabaco, mel e âmbar (ou seria baunilha? talvez o distinto "pipe tobacco").
La Myrrhe – Cheiro de sabonete lux (dos mais baratos), o perfume com mais cheiro de sabonete que já vi, até mais que o Cologne.

Mandarine Mandarim – Confortabilíssimo, docinho, levemente alaranjado, algumas ervas e mel, em mulheres deve ficar divino, onde qualquer cara não quer parar de cheirar, cai bem em qualquer ocasião. Não é clássico nem requintado.

Muscs Kublai Khan – Começa artificial, estranho, meio medicinal, uma de couro, tabaco, com caramelo, mel e muito almíscar, talvez o que mais predomina nele, achei muito pungente.

Rahat Loukom – Bem doce, notas de amêndoa intensa, é um gourmand clássico, abaunilhado de fundo, da vontade de comer, super marcante, lembra o Hipnotic Poison.

Rose de Nuit – Oriental com rosas, de saída lembra o Stella, mais depois fica excessivamente floral e sufocante.

Santal Blanc – Saída intensa de sândalo com canela seca, com algo meio sintético, ardido, porém de alguns minutos ele vai ficando maravilhoso, confortável e marcante ao mesmo tempo com uma mescla de benjoin e algo balsâmico, levemente adocicado.

Santal de Mysore – Uma saída forte de côco, com uma notinha de limão, que lembra, por incrível que pareça o Uomini Black de uma forma mais potente e requintada, evoluindo p/ algo bem parecido com o Obssession Night e o fundo do Hugo Energise, ótimo p/ noite.

Tubereuse Criminelle – Faz o estilo floral clássico, estilo Sirene, Dolce & Gabanna, perfume mais requintado p/ Srªs que não me agrada, é sufocante.

Un Bois Vanille – Divino pra quem gosta de gourmands, fixa e marca horrores, marcada por uma saída com anis licoroso (que me lembra alguns gourmands masculinos como o Casual Friday) evoluindo p/ um gourmand mais feminino como o HP.

Un Cèdre – Odiei, de cedro não tem nada, ele é basicamente um floral leve e marcante rico em tuberosa.

Un Lys – Floral com cheiro de rosas e jasmim, porem fica fresco com um fundo levemente adocicado, mt bom p/ mulheres, é marcante não invasivo.

Vetiver Oriental – Magnífico e marcante, limãozinho leve, gengibre, com algo no fundo que lembra chocolate de leve, confortável e requintado p/ se usar em qualquer ocasião e clima, um cheiro limpo, o Vetiver dele lembra o Paul Smith, uma mistura curiosa que fica espetacular, onde o fundo vai ficando levemente atalcado.
A primeira postagem, não poderia deixar de ser diferente, quem vê o nome do blog pensa, "o que esse nome tem a ver com perfume?"

Fácil resposta: Tudo!

Pois é, tudo mesmo, perfume vem do termo latim "per fumum", que vem da primeiras formas de utilização de substancias aromáticas, ou seja "pela fumaça", "através da fumaça" da plantas e resinas queimadas em seitas religiosas.